Arquivo da categoria: Urbanismo

A [Re] Invenção da Quadra no Recife – IV [o Final?] Por Luciano Medina

No dia 19 de março deste ano realizamos a defesa de nossa Tese de Doutoramento: A Reinvenção da Quadra – O Plano de Quadra como instrumento de controle e desenho urbano. ­

Em uma série de três artigos publicados aqui neste Blog em 2016 anunciáramos algumas de nossas investigações àquela época. Agora apresentamos um pequeno resumo do que constituiu a parte final do trabalho, de natureza mais empírica.

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Interferências individuais em fachadas; até quando? Por Tota Maia

Um dos fatores que tanto encantam Paris é a integridade de seus edifícios, históricos ou não. Você se sentiria atraído por esta encantadora cidade se não houvesse esses atributos? E porque não pensa o mesmo para a sua cidade?

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Igrejas e pátios quase virtuais. Por José Luiz da Mota Menezes

Vista atual do pátio da igreja de Nossa Senhora do Terço. Fonte Google maps

Na organização urbana do Recife, desde sua fundação no século XVI, as construções para fins religiosos acompanharam os modelos urbanos europeus, onde diante de cada igreja ou casa religiosa deixava-se um pátio para acolher os fieis e as demais cerimônias de interesse do culto, inclusive as procissões. Com a presença da gente dos Países – Baixos, a empresa que realizou a conquista de Pernambuco, ou seja, a Companhia das Índias Ocidentais, (1631-1654) ainda poucas eram as edificações do gênero no Recife. Com a capitulação dessa empresa mercantil, alguns locais na povoação e na Ilha de Antônio Vaz, pertencentes à Fazenda Real, foram doados para edificação de igrejas e casa religiosas. Nessas edificações, diante delas foram deixados pátios daquele gênero. Tais vazios urbanos foram delimitados por construções para moradias e outros usos.  Tais edificações foram construídas quase no mesmo tempo que as destinadas aos cultos, deste modo, garantiram-se uma escala de valores entre as edificações que cercavam o pátio e a destinada para a religião. Uma escala de valores em harmonia, a qual destacava de maneira bem clara a importância da construção para a religião e aquelas destinadas às moradias. Um equilíbrio definido e defendido pelas câmaras e acolhido pela população. Uma relação de valores, cujo padrão hierárquico, estava presente na cultura da gente e fruto da devoção religiosa.

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O que fazer com a Dantas Barreto? Por José Luiz da Mota Menezes

1A avenida Dantas Barretos em construção ainda com a presença da Igreja. Foto: Alcir Lacerda. Fonte:http://radioculturaviva.com/default.php?pagina=blog.php&site_id=6364&pagina_id=119225&tipo=post&post_id=1 *

O feito está feito. Não adiante senão rezar pelos mortos. Perdemos a igreja dos negros e pardos e com ela inúmeros sobrados da Rua Augusta. O sonho de alguns resultou na perda da memória da cidade em um dos seus mais importantes legados do tempo da colônia. O que foi feito com a avenida, eixo então de tanto interesse agora para a cidade?

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