Arquivo da categoria: Opinião

Sócios nos prejuízos. Por Tota Maia

“Depois de bem ajustado o preço,

a gente deve sempre trabalhar

por amor à arte.”

Millôr Fernandes

Imagem produzida a partir do depositphotoshttps://pt.depositphotos.com/97905046/stock-photo-exhausted-bearded-young-architect-sleeping.html:

Um determinado paciente foi a uma cirurgia de risco pequeno, porém, mesmo sem erro médico, veio a falecer. O profissional de medicina deve ser remunerado?

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Edifício Araguaia: O calvário de uma referência. Por Tota Maia

A indiferença é a maneira mais polida de desprezar alguém.

Mário Quintana

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Comungando com o pensamento do professor Luiz Amorim em seu “Obituário arquitetônico – Pernambuco modernista” (morte de uma edificação), assistimos passivamente um verdadeiro calvário, passo a passo, até o fim – ou a total descaracterização a ponto de não mais se reconhecer – de um edifício que, para mim, foi uma referência arquitetônica para a cidade do Recife.

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O que fazer com a Dantas Barreto? Por José Luiz da Mota Menezes

1A avenida Dantas Barretos em construção ainda com a presença da Igreja. Foto: Alcir Lacerda. Fonte:http://radioculturaviva.com/default.php?pagina=blog.php&site_id=6364&pagina_id=119225&tipo=post&post_id=1 *

O feito está feito. Não adiante senão rezar pelos mortos. Perdemos a igreja dos negros e pardos e com ela inúmeros sobrados da Rua Augusta. O sonho de alguns resultou na perda da memória da cidade em um dos seus mais importantes legados do tempo da colônia. O que foi feito com a avenida, eixo então de tanto interesse agora para a cidade?

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Um mal causado pelo modernismo. Por Tota Maia

Quando eu tinha 15 anos sabia

desenhar como Rafael,

mas, precisei de uma vida inteira

para aprender a desenhar como as crianças.

Pablo Picasso.

1Monumento a Vittorio Emanuele II, ou Altar da Pátria, ou bolo de noiva (de Giuseppe Secconi; começou a ser construído em 1895 e completado em 1935; 2. Villa Savoye (Charles-Edouard Jeanneret-Gris, vulgo Le Corbusier, projeto de 1928).Fonte:Wikipédia.

A arquitetura chamada “antiga”, baseada no classicismo romano e grego, possuía uma aura que elevava o artista-arquiteto – como também o objeto arquitetônico – a uma posição de respeito na sociedade, que o modernismo, de certa forma, reduziu.

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O Rio Capibaribe – Uma moldura da cidade do Recife . Por José Luiz da Mota Menezes

1Luís Schlappriz. 1863, Estampacom vista dos solares da passagem da Madalena.

 

Aquele Rio

Está na memória

Como um cão vivo

Dentro da sala.

Como um cão vivo

dentro de um bolso

Como um cão vivo

Debaixo dos lençóis,

Debaixo da camisa,

Da pele.

(Discurso do Capibaribe, João Cabral de Melo Neto)

O Rio Capibaribe, exerceu, para a Companhia das índias Ocidentais, no século 17, grande importância, uma vez que participava do sistema de defesa instalado, uma vez que suas águas eram utilizadas nos fossos das fortificações, garantindo, à maneira da arte da defesa as cortinas das muralhas. Além do interesse que representava na mobilidade urbana para a formação dos canais internos de navegabilidade, enquanto acesso para as ruas de Maurícia. O rio dava, para a gente dos Países Baixos, a necessária memória dessas terras tão distantes.

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