Edifício Araguaia: O calvário de uma referência. Por Tota Maia

A indiferença é a maneira mais polida de desprezar alguém.

Mário Quintana

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Comungando com o pensamento do professor Luiz Amorim em seu “Obituário arquitetônico – Pernambuco modernista” (morte de uma edificação), assistimos passivamente um verdadeiro calvário, passo a passo, até o fim – ou a total descaracterização a ponto de não mais se reconhecer – de um edifício que, para mim, foi uma referência arquitetônica para a cidade do Recife.

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O que fazer com a Dantas Barreto? Por José Luiz da Mota Menezes

1A avenida Dantas Barretos em construção ainda com a presença da Igreja. Foto: Alcir Lacerda. Fonte:http://radioculturaviva.com/default.php?pagina=blog.php&site_id=6364&pagina_id=119225&tipo=post&post_id=1 *

O feito está feito. Não adiante senão rezar pelos mortos. Perdemos a igreja dos negros e pardos e com ela inúmeros sobrados da Rua Augusta. O sonho de alguns resultou na perda da memória da cidade em um dos seus mais importantes legados do tempo da colônia. O que foi feito com a avenida, eixo então de tanto interesse agora para a cidade?

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Um mal causado pelo modernismo. Por Tota Maia

Quando eu tinha 15 anos sabia

desenhar como Rafael,

mas, precisei de uma vida inteira

para aprender a desenhar como as crianças.

Pablo Picasso.

1Monumento a Vittorio Emanuele II, ou Altar da Pátria, ou bolo de noiva (de Giuseppe Secconi; começou a ser construído em 1895 e completado em 1935; 2. Villa Savoye (Charles-Edouard Jeanneret-Gris, vulgo Le Corbusier, projeto de 1928).Fonte:Wikipédia.

A arquitetura chamada “antiga”, baseada no classicismo romano e grego, possuía uma aura que elevava o artista-arquiteto – como também o objeto arquitetônico – a uma posição de respeito na sociedade, que o modernismo, de certa forma, reduziu.

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A Avenida Rio Branco vai se tornar um Boulevard. Por José Luiz da Mota menezes

1Extremoz- Évora, Portugal. Restos da muralha medieval e a nova defesa e com o bulevar.

Na primeira metade do século XVII, precisamente 1635, a palavra boulevard empregava-se nas obras de defesa de praças. Quando começou o emprego do canhão, os recintos medievais, defendidos por altas muralhas, passaram a ser envolvidos por fortificações baixas, sendo o espaço entre essa muralha e a nova linha de defesa designado por boulevard, (era um grande terrapleno no entendimento dos engenheiros militares).

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